Ensaios de Cone e Piezocone

Os ensaios de cone e piezocone, conhecidos pelas siglas CPT (Cone Penetrtration Test) e CPTU (Piezocone Penetration Test), respectivamente, caracterizam-se internacionalmente como uma das mais importantes ferramentas de prospecção geotécnica.

Os resultados dos ensaios podem ser utilizados para a determinação estratigráfica de perfis de solos, a determinação de propriedades dos materiais prospectados, particularmente em depósitos de argilas moles, e a previsão da capacidade de carga de fundações.

 

Equipamentos e procedimentos

O ensaio piezocone (CPTU), o mais usual, é executado conforme a NBR 12069/1991 (MB 3406) e consiste na cravação no terreno de uma ponteira cônica com área de ponta de 10cm² ou 15cm² a uma velocidade constante de 20mm/s.

A ponteira cônica é equipada com células de carga e elemento poroso que permitem determinar na medida da cravação a resistência de ponta (qc), o atrito lateral (fs) e a pressão neutra (u). Durante o processo do ensaio piezocone também pode-se executar o ensaio de dissipação de poropressões para determinação do coeficiente de adensamento horizontal (Ch).

O equipamento de cravação consiste de uma estrutura de reação sobre a qual é montado um sistema de aplicação de cargas constituído por pistões de acionamento hidráulico que cravam a ponteira e a composição de hastes que lhe seguem na medida da cravação a uma velocidade constante.

Os dados coletados na ponteira são transmitidos através de cabo e de forma analógica à superfície onde um sistema automático de aquisição de dados por meio de programas computacionais, permitem o gerenciamento do processo de aquisição e armazenamento das medidas insitu, pela interação entre um conversor analógico/ digital e um computador.

 

Coeficiente de adensamento – Ensaio de dissipação

Ensaios de dissipação do excesso de pressões neutras geradas durante a cravação do piezocone no solo podem ser interpretados para a estimativa do coeficiente de adensamento horizontal (Ch). O ensaio consiste, basicamente, em interromper a cravação do piezocone em profundidades preestabelecidas, por um período de aproximadamente uma hora , até atingir 50% de dissipação do excesso de poropressões, e monitorar a dissipação das pressões neutras durante este período. Esta técnica é revestida de considerável interesse na prática da engenharia, pois oferece uma alternativa aos ensaios de laboratório e reduz os custos globais do programa de investigação geotécnica

Texto com base em Schnaid&Odebrecht – ensaios de campo

 

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